Em qual região do continente americano os portugueses estabeleceram uma colônia?

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Título:  A Política de Portugal para a Ibero-América, a partir de 1991
Autor: 
Palavras-chave:  Política Externa Portuguesa
Relações Luso-Espanholas
Lusofonia
Hispano-americanismo
Comunidade Ibero-Americana
Cooperação Sul-Sul
Data de Defesa:  Jan-2014
Editora:  Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
Resumo:  Para além do Brasil, os portugueses exploraram e estabeleceram-se noutros territórios mais a norte, e a ocidente, do continente americano, criando vínculos, nalguns casos duradouros, de diversa natureza. A relação entre Portugal e a Espanha condicionara a natureza desses vínculos, pressupondo, naturalmente, avanços e recuos nas fronteiras das suas respectivas colonias. Agentes externos influenciaram também a relação entre Portugal e a Espanha, ora aproximando-os ora separando-os. Com a independência do Brasil, o vínculo politico entre a metrópole e a colónia rompe-se, contudo, a “relação fraterna” perdura através dos fluxos de bens e pessoas, de um lado ao outro do Atlântico. Não obstante o peso da diáspora portuguesa no Brasil, a “natureza extractiva” do vínculo económico que permanecera, não permitira um maior aprofundamento da relação entre portugueses e brasileiros, sujeita como estava às consequências da crescente integração dos dois países em espaços geoestratégicos diferentes: a Europa e a América do Sul. No século XX, em tempos da ditadura, não obstante a exclusividade do relacionamento com os EUA e o Brasil, o governo português manteve, e nalguns casos reforçou a sua presença diplomática em vários pontos no continente americano. No caso da Venezuela justificara-se pelo significativo número de portugueses que emigraram para aquele destino. Nos anos de 1970, no contexto da expansão da Internacional Socialista aos países da América Latina, os partidos socialistas, português e espanhol, desempenham um importante papel em prol do estabelecimento de um sistema democrático pluralista na região. Mais tarde com a entrada de Portugal nas Comunidades Europeias, os objectivos da política externa são redefinidos, contudo, as prioridades nas Américas continuam as mesmas. A partir de 1991, com a realização da I Cimeira em Guadalajara, passamos a falar, para além das relações bilaterais, e as que se processam no quadro UE – América Latina, de um âmbito regional ibero-americano da política externa de Portugal. No início, eram muitas as dúvidas quanto as vantagens estratégicas para Portugal, de participar naquele espaço. Contudo, a dinâmica de transformação ocorrida nos últimos anos tem favorecido a aproximação estratégica de Portugal aos países ibero-americanos com um interesse diferente àquele que tinha em Guadalajara. Actualmente, as diferentes chefias políticas atribuem a este espaço uma importância significativa. Não obstante a retórica do discurso, os meios disponíveis para a acção são claramente escassos. Não tendo sido clara a sua política, nem obedecendo a uma estratégia definida, o ‘envolvimento progressivo’ de Portugal nas questões ibero-americanas tem sido construído, sobretudo, através da prática. Isto parece-nos claro, particularmente, no âmbito da cooperação para o desenvolvimento. Tendo em conta o histórico do relacionamento entre Portugal, a Espanha, e os diferentes países ibero-americanos, o balanço da participação portuguesa, e o potencial que pressupõe uma maior presença lusófona no espaço ibero-americano, consideramos oportuno, deixar aqui um contributo teórico, identificando algumas coordenadas, que poderão vir a servir como guia à hora de definir ou redefinir a política de Portugal para a Ibero-América.
Descrição:  Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Relações Internacionais
URI:  //hdl.handle.net/10362/12339
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História da América é o nome dado ao estudo de todos os eventos históricos que estão relacionados com a América e seus povos. Assim, a História da América abrange toda a trajetória humana no continente, iniciando com estudos sobre a chegada dos humanos à América, passando pelos povos pré-colombianos e suas respectivas características, pela colonização do continente pelos europeus e, a partir do século XVIII, abordando histórias particulares de cada país após os processos de independência.

Resumo

Por História da América, compreendemos todos os eventos históricos relacionados diretamente com o continente americano. Diferentemente de uma visão comum consolidada entre muitas pessoas, o ensino e estudo da História da América compreendem a ocupação humana do continente, o desenvolvimento das civilizações pré-colombianas (nome genérico para se referir às civilizações que habitavam a América antes da chegada dos europeus), a colonização americana e sua história contemporânea.

Com a chegada dos europeus a partir de 1492, a história do continente caminhou para os processos de colonização, que foram realizados no continente por diferentes nações europeias. Inglaterra, França, Portugal, Espanha, Holanda e Rússia foram as nações que possuíram alguma colônia no continente americano. Esses processos encerraram-se, gradativamente, a partir dos séculos XVIII e XIX, quando as primeiras nações tornaram-se independentes. Desse momento em diante, cada país seguiu com sua história em particular.

Veja também: O ovo de Colombo

Ocupação humana da América

A ocupação da América pelos seres humanos é um assunto debatido intensamente por historiadores e arqueólogos. Existem algumas teorias acerca de como os seres humanos instalaram-se no continente americano. A primeira teoria – e mais aceita – sugere que a ocupação humana aconteceu há, aproximadamente, 15 mil a 25 mil anos, quando os seres humanos cruzaram o estreito de Bering – estreito que separa o Alasca (EUA) e a Rússia.

Essa teoria sugere que grupos humanos aproveitaram que o nível dos oceanos havia diminuído e atravessaram o estreito, por meio de um grande corredor de gelo que havia surgido no local durante o período comumente conhecido como Era do Gelo. Após cruzar o estreito de Bering, o ser humano espalhou-se por todo o continente americano.

Outras teorias sugerem que a ocupação da América ocorreu de maneira distinta. Alguns historiadores e arqueólogos acreditam que a ocupação aconteceu a partir da navegação no Oceano Pacífico. Outros sugerem que os humanos cruzaram o Oceano Atlântico para chegar à América.

Acesse também: Ötzi, o homem de gelo do Neolítico

Povos pré-colombianos

O desenvolvimento de diferentes civilizações na América é estudado a partir do estabelecimento humano no continente. Comumente, essas civilizações são conhecidas como povos pré-colombianos, nome genérico que utiliza como marco a chegada de Cristóvão Colombo ao continente, em 1492. Dependendo da região em que se instalaram, esses povos podem ficar conhecidos como mesoamericanos (da Mesoamérica, região da América Central) e andinos (dos Andes, região da América do Sul).

Quando o assunto é civilizações pré-colombianas, destacam-se, geralmente, três povos: incas, maias e astecas. Os primeiros habitaram a região andina e formaram um vasto império que dominou territórios que abrangem da Colômbia ao norte do Chile. Os maias e os astecas foram dois povos da Mesoamérica e, assim como os incas, ficaram conhecidos por suas grandes construções e pelo modo de vida bastante sofisticado.

A América foi habitada por outras civilizações, além das três que foram citadas. Outros povos pré-colombianos foram os zapotecas, olmecas, chavín, guaranis, toltecas, moches (ou mochicas), etc.

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A chegada dos europeus à América

Convencionou-se o estabelecimento da data de 1492 como marco para se referir à chegada dos europeus ao continente americano. Na data 12 de outubro de 1492, a expedição de Cristóvão Colombo chegou à ilha de Guanahani, localizada no Caribe, que corresponde, atualmente, às Bahamas.

No entanto, atualmente, os historiadores sabem que os primeiros europeus pisaram em solo americano no ano de 1000, portanto, quase 500 anos antes da chegada da expedição de Colombo. Os escandinavos da Era Viking, simplesmente conhecidos como vikings, estiveram na América do Norte por volta do ano 1000 e criaram colônias de curta duração no continente, sendo a colônia de L’Anse aux Meadows, no Canadá, um exemplo.

Clique também: Primeiros contatos entre europeus e indígenas

América Colonial

A partir da chegada dos europeus em 1492, foi-se organizando progressivamente o processo de colonização nas diferentes regiões da América. O destaque é dado para a Espanha, que colonizou grande parte do continente. A colonização espanhola concretizou-se, principalmente, após a conquista dos astecas e dos incas. Os espanhóis dominaram vastos territórios da América do Norte, Central, Caribe e da América do Sul.

Posteriormente, os ingleses estabeleceram-se na América do Norte, com as Treze Colônias. Estabeleceram-se também no Caribe e na América do Sul (Guiana). Os franceses obtiveram colônias na América do Norte (parte do Canadá e dos Estados Unidos), no Caribe (destaque para o Haiti) e na América do Sul, com a Guiana Francesa, que hoje é um território ultramarino da França.

Os holandeses detiveram algumas ilhas no Caribe, além do Suriname, e, durante 24 anos, também dominaram a região de Pernambuco. Por fim, os russos realizaram uma pequena colonização do Alasca. Não podemos também nos esquecer dos portugueses, que colonizaram as terras que deram origem ao nosso país.

História da América Contemporânea

A partir do século XVIII, no caso dos Estados Unidos e Haiti, e a partir do século XIX, para os outros locais, aconteceram os processos de independência que colocaram fim às relações coloniais que existiam. Desse ponto em diante, cada local do continente americano organizou-se de maneira distinta, com diversos fatos relevantes acontecendo em cada local do continente americano.

No caso dos Estados Unidos, pode ser destacado o processo de crescimento territorial da nação com a “marcha para o oeste”, que aconteceu ao longo do século XIX. Um momento marcante da história americana ao longo do XIX foi a Guerra de Secessão, também conhecida como Guerra Civil Americana. No caso das relações dos norte-americanos com o restante do continente, destacam-se as Doutrinas Monroe e do Big Stick.

No caso da América Latina, destacam-se assuntos como a Revolução Haitiana, além das revoluções de independência da América Espanhola. À medida que essas nações organizaram-se, também podem ser destacados temas-chave como Revolução Mexicana, Revolução Sandinista, Revolução Cubana, etc.

No século XX, também é relevante, no caso argentino, o período peronista. No auge da Guerra Fria, destacam-se bastante as ditaduras militares que aconteceram em países como Argentina, Chile e Uruguai. Esses regimes ficaram marcados pelo autoritarismo, terror de Estado, censura, etc. A partir da década de 1980, essas nações passaram por processos de redemocratização. A partir da redemocratização, as ditaduras existentes em diversas nações da América foram substituídas por regimes democráticos.


Aproveite para conferir nossa videoaula sobre o assunto:

Em que região do continente americano os portugueses estabeleceram sua colônia?

Região sul do continente americano. Território brasileiro, único colonizado pelos portugueses na América.

Em quais regiões do continente americano foram aplicadas as colônias de povoamento?

A colônia de povoamento vigorou na América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e muitos outros países. Os ingleses utilizaram esse sistema na colonização dos Estados Unidos, onde vigoraram as 13 Colônias Britânicas, e no Canadá.

Quais são os povos que colonizaram o continente americano?

A América foi descoberta pelos europeus, após esse acontecimento diversos países do velho continente se dirigiram para a nova terra. O continente americano foi colonizado principalmente por portugueses, ingleses, espanhóis, franceses e holandeses.

Em quais áreas do continente americano foram desenvolvidas as colônias de mineração?

Olá, A mineração como exploração colonial foi desenvolvida principalmente na América do Sul, nas regiões coloniais da Espanha (Uruguai, Argentina, Peru, etc.) e Portugal (Brasil). O exemplo mais conhecido nosso é a exploração da região de Minas Gerais aqui no Brasil durante os séculos XVII e XVIII.

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